Patrocínio

Ficht rebaixa construtoras por envolvimento na Operação Lava-Jato



Ficht rebaixa quatro construtoras brasileiras em sua classificação de risco de crédito

Ratings das empresas Queiroz Galvão, Galvão Participações, Galvão Engenharia e Mendes Júnior foram rebaixados, segundo a agência, por envolvimento na Operação Lava-Jato

Kelly Amorim, do Portal PINIweb
 fonte:http://construcaomercado.pini.com.br/negocios-incorporacao-construcao/negocios/ficht-rebaixa-quatro-construtoras-brasileiras-em-sua-classificacao-de-risco-337740-1.aspx

A agência de classificação de risco de crédito Fitch Ratings rebaixou na terça-feira (13) os ratings das construtoras Queiroz Galvão, Galvão Participações (GalPar), Galvão Engenharia (Gesa) e Mendes Júnior Trading e Engenharia, envolvidas nas investigações da Operação Lava-Jato.
O rating nacional da Galvão Engenharia caiu de BBB+ para BB+ e a da Queiroz Galvão de AA- para A. Já o rating global de emissor da Mendes Júnior foi rebaixado de B- para CC e o de emissor internacional da Galvão Participações de B+ para B-.
Além disso, as classificações destas companhias, exceto as da Mendes Júnior, permanecem em Observação Negativa para um novo rebaixamento junto também com as empresas Camargo Corrêa, CCSA Finance Limited, Andrade Gutierrez, Odebrecht e Odebrecht Finance Limited.
De acordo com a agência, outros fatores que levaram ao rebaixamento, além da Lava-Jato, estão a redução das alternativas de financiamento para a maioria das empresas do setor e a potencial reestruturação, suspensão ou atrasos nos contratos existentes com a Petrobras.
Outra área de preocupação da Fitch é "a incapacidade de certas companhias no setor de participar de projetos futuros com entidades governamentais". Ainda segundo a agência, a Petrobras baniu temporariamente 23 grupos empresariais envolvidos na investigação Lava-Jato de participar de licitações relacionadas à estatal, ou de ser contratadas por ela. A Fitch classificou sete construtoras presentes nesta lista, sendo elas Andrade Gutierrez, Camargo Correa, Galvão Engenharia, Mendes Júnior, OAS, Odebrecht e Queiroz Galvão, e as demais são: Alusa, Carioca Engenharia, Construcap, Egesa, Engevix, GDK, IESA, Jaraguá Equipamentos, MPE, Promon, Setal, Skanska, Techint, Tome engenharia e UTC.
Um levantamento divulgado pela Fitch informa ainda que um número maior de construtoras brasileiras deverá se tornar inadimplente nos próximos meses e, provavelmente, deverão ocorrer novos rebaixamentos. O alto índice de inadimplência seria causado pela dificuldade enfrentada pelas companhias no acesso a linhas de crédito, recebimento de pagamentos pela conclusão de projetos e o reconhecimento de reivindicações relativas aos aditivos de contratos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário