Dificuldades não devem ser motivo para interromper a procura por desenvolvimento tecnológico e administrativo das obras
fonte:techne.pini.com.br
As empresas do segmento de habitação de interesse social (HIS) têm
ajustado seus processos de engenharia à nova realidade do mercado - que
enfrenta um declive acentuado após o forte crescimento dos últimos anos.
Os avanços tecnológicos que foram incorporados ao know-how das
construtoras nem sempre poderão ser mantidos, mas a busca por uma
produtividade ampliada deverá nortear a atuação das empresas que
quiserem sobreviver à crise econômica. 'A industrialização é a soma de
três aspectos: pré-fabricação, mecanização e organização do trabalho. Se
houver retrocesso na organização do trabalho e na mecanização, haverá
comprometimento da produtividade - e, com custos altos, você não tem
lugar no mercado de HIS', alerta Ubiraci Espinelli Lemes de Souza,
professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e
diretor da Produtime Gestão e Tecnologia.
Para o professor Carlos Formoso, coordenador do Grupo de Gestão e
Economia da Construção do Núcleo Orientado para a Inovação da
Edificação (Norie), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(UFRGS), é comum que as construtoras invistam em equipamentos e sistemas
inovadores, mas não necessariamente atentem para o planejamento da
produção e do canteiro, considerando elementos como a confiabilidade na
entrega de suprimentos, por exemplo. 'Os empreendimentos notáveis por
sua industrialização não utilizam apenas pré-fabricação, por exemplo.
São a soma de uma série de aspectos, que incluem até mesmo a melhoria da
qualidade de vida dos trabalhadores', argumenta.
As dificuldades geradas pela crise não devem ser motivo para
interromper a procura por desenvolvimento tecnológico e administrativo
no segmento de HIS, em que as margens estreitas exigem produtividade
superior. 'O caminho das empresas inteligentes nesse momento é o
investimento para melhorar tecnologia e gestão, preparando-se para a
retomada do mercado - que, não demora muito, deve acontecer', aconselha
Espinelli.
Pokemon Go: "Não existia uma plataforma social de geolocalização que pode atrair tantas pessoas de uma só vez"
Fonte: exame.com
O jogo Pokémon
Go, que em tempo recorde alcançou o topo nas lojas de aplicativos da
Apple e Android, parece pronto para desafiar as empresas de Internet
especializadas em aumentar o fluxo de pessoas em pequenos negócios e
pode acabar tendo um papel no marketing de grandes marcas, de acordo com especialistas da indústria.
O jogo de realidade aumentada da Nintendo alcançou mais de 65 milhões de
usuários nos Estados Unidos em apenas sete dias após o lançamento e já
está ajudando restaurantes locais, cafés e pequenos varejistas a atrair
novos clientes.
O pizza bar L'inizio em Long Island, em Nova York, afirma que suas
vendas saltaram 75 por cento no fim de semana pela ativação do recurso
"módulo de atração" que atrai personagens Pokémons virtuais para a loja,
assim atraindo jogadores próximos.
O gerente da loja gastou 10 dólares para ter uma dúzia de personagens
Pokémon colocados no local, de acordo com um relatório do New York Post.
Esse tipo de efeito instantâneo é uma ameaça potencial para as
relativamente novas empresas que revolucionaram o marketing online para
pequenas companhias nos últimos anos, como Groupon, LivingSocial e
Foursquare, entre outros.
O site de notícias de tecnologia Gizmodo disse na quarta-feira que um
estudante na Austrália descobriu um código de programação dentro do jogo
que indicava um sistema de patrocínio e citou o nome da rede de fast food McDonalds.
A rede não comentou o assunto ou qualquer de seus planos de marketing.
Especialistas em marketing disseram que pequenas empresas podem se
voltar cada vez mais para o Pokémon Go - e redirecionar alguns dos seus
gastos com marketing - à medida que o games atraia uma base maior de
usuários.
"Com Pokémon Go, você está vendo o jogo como uma maneira de passar por
cima de um monte de canais digitais (marketing) que as lojas têm
confiado nos últimos anos", disse Christophe Jammet, diretor de mídia
social e móvel da consultoria DDG em Nova York.
"Não existia uma plataforma social de geolocalização que pode atrair tantas pessoas de uma só vez."
Muitas lojas estão propagando ser "Poke Stops", um lugar onde os
jogadores podem pegar novas bolas Pokémon e aumentar o seu nível de
poder dentro do aplicativo, para atrair clientes.
Especialistas dizem que é apenas uma questão de tempo antes de grandes
marcas se juntarem a esse movimento. "Eles já estão olhando para isso",
disse Tom Kelshaw, diretor de tecnologia da Maxus Global, um grupo de
gestão de investimentos em mídia de Nova York.
fonte:Exame.com
O governo da Irlanda anunciou ontem uma revisão dos seus números de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015.
Os 7,8% anunciados anteriormente foram multiplicados em quase 4 vezes
para impressionantes 26%, taxa sem paralelo em nenhum lugar do mundo.
Crescimento
de dois dígitos é raro e costuma estar reservado a países pobres, que
partem de uma base de comparação baixa. A maior taxa de crescimento da
história da China, por exemplo, foi de 19,4% em 1970.
Na verdade, o número da Irlanda foi inflado por causa de uma prática
chamada de inversão corporativa. Várias empresas estão transferindo sua
sede fiscal para a Irlanda porque lá a taxa de impostos é baixa.
Uma empresa americana grande pode comprar uma pequena empresa irlandesa,
por exemplo, e transferir todos os seus ativos para ela. Na prática, a
operação continua a ser internacional, mas no papel, entra como
movimentação para dentro da Irlanda.
“O que acontece é que a folha de balanços inteira de uma empresa que se
realoca de algum outro lugar para a Irlanda entra como estoque de
capital ou posição de investimento internacional", diz Michael Connolly,
estatístico sênior no Escritório Central de Estatísticas, para o The Guardian.
O jornal britânico cita três empresas americana que fizeram o esquema: a
farmacêutica Allergan, a Medtronic, de tecnologia médica, e a Tyco, de
sistemas de segurança. A importação de aeronaves para leasing
internacional também teve um impacto grande.
"Outro exemplo famoso é o do Google, que transferiu sua propriedade
intelectual para sua subsidiária nas Bermudas e utiliza uma subsidiária
na Irlanda para coletar seus lucros na Europa. Essa subsidiária
irlandesa manda os royalties para a holding nas Bermudas através de uma
corporação compartilhada na Holanda", explica Gabriel Zucman, economista
francês especialista em paraísos fiscais, em entrevista para EXAME.com.
Esses esquemas fiscais tem chamado a atenção da União Europeia, que abriu em 2014 uma investigação ainda em curso que tem a Apple como principal alvo.
A Irlanda viu seu investimento direto triplicar em 2015 de US$ 31 bilhões para US$ 101 bilhões segundo o último relatório da Unctad, que aponta as operações de domicílio fiscal como um dos responsáveis pelo salto.
Isso não significa, é claro, que a Irlanda não esteja bem. O país foi
uma das principais vítimas da crise de 2008 e era parte do infame grupo
dos PIGS, mas também foi o primeiro a reemergir após pacotes duros de
cortes de despesas, aumentos de impostos e reformas.
Sua economia é bastante ligada a dos Estados Unidos, que está em
recuperação, e as exportações foram auxiliadas por um euro enfraquecido.
"Não há dúvida de que a Irlanda tem uma economia voltada para a
exportação e que isso está sendo impulsionado por investimento
estrangeiro direto americano. Mas esses pulos enormes de crescimento não
estão vinculados a bens e serviços reais. Não deveriam estar nos
números de PIB", diz um post no blog de Seamus Coffey, professor de Economia no University College Cork.
É problemático que o PIB seja tão distorcido, já que ele serve de base
para vários outros cálculos. Do dia para a noite, a renda per capita
disparou e a dívida pública foi de 93% para 79% do PIB.
Economistas dizem que para saber o crescimento real do país, é melhor
olhar para números como o de aumento do consumo em 4,5% - ainda assim
suficientes para fazer da Irlanda a economia que mais cresce na Europa.