As dez obras sustentáveis mais emblemáticas do mundo
Por que alguns edifícios construídos nas duas últimas décadas viraram ícones de sustentabilidade
Silvana Rosso
fonte: http://piniweb.pini.com.br/construcao/sustentabilidade/as-dez-obras-mais-sustentaveis-do-mundo-184801-1.aspx
Alguns edifícios construídos nas duas últimas décadas tornaram-se referência em sustentabilidade. A pedido da revista Téchne, dois especialistas elencaram algumas das obras consideradas mais sustentáveis do mundo, por apresentarem, entre outras características, projetos com sistemas eficientes e construção com matérias-primas renováveis.
Antecipada pelo portal PINIweb, a reportagem faz parte do conteúdo extra da edição 162, que circula no final de setembro com um especial sobre sustentabilidade. Confira as obras:
Primeiro edifício a receber a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) Platinum do U.S. Green Bulding Council, concebido pelo escritório de arquitetura Cook+Fox e construído pela Tishman Construction Corporation, o Bank of America Tower, em One Bryant Park, Manhattan, Nova York, é considerado uma das mais eficientes arquiteturas do mundo. O projeto da torre de escritórios, concluída em 2009, custou US $ 1 bilhão, tem 54 andares, 365 m de altura e 196 mil m² de área. A maior parte das matérias-primas utilizadas em sua construção são provenientes de fontes renováveis e recicláveis, obtidas a no máximo 500 km de New York, em consonância com o que a ideologia de construção sustentável pratica. A Tishman Construction Corporation treinou e orientou os subcontratados sobre os métodos de seleção de materiais e construção adequados, além de implementar durante a obra a qualidade de ar interior, garantindo ar fresco e ventilação no edifício em todas as etapas da obra, e para os usuários do prédio finalizado. O concreto foi composto por 45% de escória (subproduto dos altos fornos), e 55% de cimento, eliminando parte do CO2 emitido na produção do cimento; o reuso das águas pluviais e a maximização da energia do sol e da luz natural para iluminar os interiores, graças à transparência do vidro e de seu isolamento, reduziram os custos com energia elétrica.
O primeiro edifício de escritórios australiano a receber a classificação Six Green Stars pelo Green Building Council da Austrália, conhecido como CH2, que custou AU$ 50 milhões, foi projetado pelo escritório de arquitetura Mick Pearce com Design Inc., e finalizado em 2006. Com 12.536 m² e dez pavimentos, apresenta design sustentável e eficiência energética, recebendo a certificação por possuir arrefecimento de massa térmica, células fotovoltaicas, turbinas eólicas, reciclagem de esgoto, tetos refrigerados e venezianas de madeira reciclada, equipadas com células fotovoltaicas, que acompanham o sol, promovendo um ambiente interno mais saudável e produzindo 64% menos CO2, se comparado à edificação anterior. A prefeitura estima que o investimento se auto pague em 10 anos.
30 The Bond, Sydney, Austrália
Quando a construtora Lend Lease decidiu transferir a sede para
Sydney, consultou os seus funcionários no que dizia respeito às
prioridades para o edifício e a comunidade local. Como consequência o
edifício, projetado por PTW Architects, Whittaker Hadenham Openshaw e
Bovis Lend Lease, surgiu com um design que enfatiza o ambiente interno, a
melhor gestão da água, de resíduos e 20% menos emissões de poluentes.
Construída sobre o antigo gasômetro local, cuja área teve que ser
recuperada, a obra também alcançou cinco estrelas do Green Star and
Australian Building Greenhouse Rating Scheme (ABGR), por utilizar
ventilação natural, feixes de refrigeração passiva, fachadas
sombreáveis, cobertura ajardinada com plantas resistentes à seca, e
propiciar vistas a 60% de seus ocupantes.
BMW Welt, Munique, Alemanha
Este é um exemplo de que a engenharia alemã é uma das melhores do
mundo. A praça de 73 mil m² e 47,88 m de largura, com forma de duplo
cone, que fornece suporte para a cobertura (de uma forma bastante
impressionante) é, sem dúvida, a característica de destaque do projeto,
assinado por Coop Himmelb (l) para o BMW Group e finalizado em 2007. No
telhado do edifício, o conjunto de placas fotovoltaicas, produzidas na
Alemanha pela Solarwatt, abastece o edifício com no mínimo 824 kWp de
energia, e a rede de painéis de aço que capta o calor, conduzindo-o para
a fachada de aço e vidro, ajuda no condicionamento do ar interno do
edifício. Dentro do cone, uma espécie de túnel espiralado incentiva a
ventilação natural, através de aberturas controladas automaticamente.
Clinton Presidential Library, Little Rock, Arkansas, Estados Unidos
Projetado por Polshek Partnership e finalizado em 2004, o edifício
que abriga um museu e biblioteca de 1.900 m², considerado uma das
construções mais verdes do mundo, recebeu certificações LEED Sylver e
Platinum por vários detalhes. Um deles é a cobertura verde - onde também
estão painéis solares -, pensada para absorver carbono, reduzir
escoamento pluvial e regular a temperatura, além da maior capacidade de
reciclagem, limpeza verde, redução do desperdício através do
abastecimento local e compensação de carbono de toda a energia não
renovável utilizada. Pode-se destacar também o piso feito de pneu
reciclado.
New York Times, New York, Estados Unidos
Idealizado pelo arquiteto Renzo Piano, o edifício com 148.644 m² e 52
pavimentos é promovido como uma estrutura verde, embora não seja
certificado pelo LEED. Este é o primeiro edifício construído nos Estados
Unidos em cortina de vidro ultra-clear Low-e, que maximiza a luz, e
tubos de cerâmica solar que funcionam como um brise. Máscaras
mecanizadas, controladas por sensores, reduzem o ofuscamento da luz
solar, enquanto mais de 18 mil luminárias fluorescentes dimerizáveis
individualmente suplementam a luz natural, proporcionando uma economia
de energia real de 30%. O prédio também incorpora resfriamento de
ar-livre, trazendo ar de fora quando está mais fresco do que o espaço
interior, o que economiza energia adicional. Mais de 95% do aço
estrutural é reciclado. A planta de cogeração de gás natural fornece 40%
da energia elétrica consumida no interior do edifício com aquecimento e
refrigeração. Pisos elevados permitem a distribuição de ar por baixo,
exigindo menos energia do que um sistema de refrigeração convencional
canalizado. O edifício não possui estacionamento no site, como a maioria
dos funcionários vai para o trabalho de transporte público.
Aeroporto de Oslo, Gardermoen, Noruega
O edifício terminal projetado por NSW A+P Viaplan e inaugurado em
1995 é um belo exemplo de seleção de materiais, estruturais onde cada
material é aplicado na função que se desempenha melhor: concreto armado
na compressão; madeira na flexão, treliças espaciais de aço flexão e
conexões. Com 140 mil m², custou U$ 520 milhões, tem sistema de
aquecimento, baseado em uma rede de aquecimento urbano que produz calor
através de bioenergia.
Parlamento Alemão, Berlim, Alemanha
O antigo Reichstag foi reconstruído em 1999, sob projeto assinado por
Norman Foster, para abrigar o parlamento alemão que se transferiu de
Bonn para Berlim. A obra se destaca pelo uso intensivo de energias
primárias renováveis, como biodiesel, produzido nas imediações do
edifício. Um total de 3.600 m² de elementos fotovoltaicos foram
instalados na cobertura do prédio, alimentando a rede in-house. O calor
que excede das usinas de cogeração é utilizado para o aquecimento do
edifício, através de um aquífero em frente ao prédio. A água é aquecida
por meio do calor excedente e bombeada de volta para o prédio. Com
relação ao resfriamento do edifício, é aproveitada a água resfriada no
inverno.
Commerzbank Headquarters, Frankfurt
Com 56 andares e 121 mil m², a torre do Commerzbank, projetada por Foster & Partners e inaugurada em 1997, é considerada o primeiro edifício de escritório ecológico do mundo. Em 1990, quando planejava a nova sede, o Commerzbank foi incentivado pelo Partido Verde a construir um arranha-céu verde. O projeto explora a natureza do ambiente de escritório, desenvolvendo soluções sustentáveis e novos padrões de trabalho. Um sky garden que desce pelo átrio central traz luz e ar fresco e é foco visual e social dos grupos de trabalho, recurso utilizado para reduzir a necessidade de luz artificial e energia para aquecimento e refrigeração. Seu desenho garante que os escritórios tenham vista para a cidade ou para o jardim. Foi o primeiro edifício alemão a usar o aço como principal estrutura.
BMW Welt, Munique, Alemanha
Clinton Presidential Library, Little Rock, Arkansas, Estados Unidos
New York Times, New York, Estados Unidos
Aeroporto de Oslo, Gardermoen, Noruega
Parlamento Alemão, Berlim, Alemanha
Com 56 andares e 121 mil m², a torre do Commerzbank, projetada por Foster & Partners e inaugurada em 1997, é considerada o primeiro edifício de escritório ecológico do mundo. Em 1990, quando planejava a nova sede, o Commerzbank foi incentivado pelo Partido Verde a construir um arranha-céu verde. O projeto explora a natureza do ambiente de escritório, desenvolvendo soluções sustentáveis e novos padrões de trabalho. Um sky garden que desce pelo átrio central traz luz e ar fresco e é foco visual e social dos grupos de trabalho, recurso utilizado para reduzir a necessidade de luz artificial e energia para aquecimento e refrigeração. Seu desenho garante que os escritórios tenham vista para a cidade ou para o jardim. Foi o primeiro edifício alemão a usar o aço como principal estrutura.
Ospedale dell''Angelo, Veneto, Itália
Projetado em 2008 pelo arquiteto Emilio Ambasz, este prédio
hospitalar com 117 m², o primeiro verde do mundo, inova já pela sua
localização em área rural, mas que pode ser acessado por autoestrada ou
trem. Foi idealizado de acordo com os princípios da humanização de forma
a auxiliar na cura do paciente. Os blocos são unidos por jardins, que
induzem a calma ao promover vistas agradáveis. Um lobby ajardinado,
protegido pela cobertura de vidro, traz luz natural e renova o ar
interno.
Fontes: Marcos Casado, gerente Técnico do GBC Brasil, e engenheiro Vanderley M. John, professor de desenvolvimento sustentável e reciclagem de resíduos da Universidade de São Paulo.
Fontes: Marcos Casado, gerente Técnico do GBC Brasil, e engenheiro Vanderley M. John, professor de desenvolvimento sustentável e reciclagem de resíduos da Universidade de São Paulo.

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